sexta-feira, 14 de maio de 2021

#ficaadica

 #ficaadica


(Paula Campos)

Fica, sim. Escondida na última gaveta.


14/05/2021

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Vergonha?

Vergonha?

(Paula Campos)

 As pessoas não sabem. Quem desconfia não consegue confirmar. As fotos não mostram.

09/04/2021

terça-feira, 27 de outubro de 2020

5 erros que você deve evitar na redação do Enem

 Esta matéria é de três anos atrás, mas seu conteúdo continua atual.

5 erros que você deve evitar na redação do Enem

A redação, quando bem feita, pode aumentar a média final da prova

Por Mariana Nadai

access_time14 jul 2017, 15h22 - Publicado em 30 set 2015, 17h17



A redação do Enem é uma das partes mais importantes do exame. Quando bem feita, pode aumentar a média final da prova – por isso, é essencial que o estudante se dedique a ela, não importa qual curso queira fazer.

E para ajudar você a mandar bem na redação do Enem, listamos aqui alguns dos erros mais comuns que o estudante deve evitar enquanto escreve o texto. Confira!

– Tome cuidado com radicalismos. A banca quer que a defesa do ponto de vista ocorra com argumentos e posições claras, racionais e, principalmente, respeitosas. Por isso, evite usar qualquer expressão extremista, mesmo que sejam termos como “nunca”, “sempre”, “jamais”.

– Evite usar clichês, provérbios e citações sem critério. Você pode acabar errando o autor da expressão (o que pega muito mal), ou até mesmo usá-la fora de contexto, o que pode direcionar a sua redação para um lado que você não quer.

– Rebuscar demais as palavras também não é uma boa ideia. Seu texto pode ficar sem fluência e clareza, dificultando a compreensão do corretor. Lembre-se: linguagem formal não é sinônimo de linguagem complicada.

– O uso da linguagem oral também deve ser bem pensado. Expressões coloquiais e gírias, como “irado”, não são adequadas a um texto que exige a norma culta da língua.

– Erros de gramática: esse nem precisa explicar, não é? Deslizes graves de regras do português podem descontar muitos pontos da sua redação. Se houver dúvida na hora de usar algum termo, procure trocá-lo por outra palavra mais segura, para não arriscar.

O que pode zerar a sua redação

Fugir do tema;

Fugir do tipo dissertação;

Texto com até 7 linhas;

Impropérios, desenhos e deboches;

Desrespeito aos direitos humanos (racismo, xenofobia e homofobia);

Folha de redação em branco.

 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Sunset

Sunset

(Paula Campos)

Spring has gone
And, with it, my hopes
Summer has come
But something feels wrong

I watch the sun go down
The wind blows like in July
But winter is here
Deep in my heart it lies

The sun may never rise again
And the cold may stay forever
But tell me if spring knocks once more

‘Cause a box of matches I keep by the door
And by the window you will find me
Or maybe on the floor


11/01/2018

domingo, 21 de outubro de 2018

Rapa

Rapa

(Paula Campos)

Agora vai
Não foi
Sigo em frente

Desvio da rota
Vejo sempre o (mesmo) destino
Sigo crente

Desconstruo o trauma
Ouvindo música da alma
Da gente

Será que vai?
Você foi
Meu coração ficou

Segue quente.

13/10/2018

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Perspectivas

Perspectivas

(Paula Campos)

Ele está sentado na praça o observa o movimento. Dia cheio, praça cheia. Pessoas apressadas. Venta muito. Folhas dançam no ar. Entre idas e vindas e danças, lá do outro lado, ele enxerga uma moça sentada no banco. Ela parece estar segurando algo muito colorido, mas ele não consegue identificar o quê. Nem pensa em se aproximar. O movimento de pessoas continua grande. Ele força a vista. Nada.
Agora, menos pessoas passam pela praça e ele se concentra para ver o objeto. Curioso. Nota que, na verdade, não é um objeto que a moça segura, colorido é o gesso que envolve seu braço quebrado. Quebrado? Talvez. Gesso colorido?! Que diferente! Ele tenta focar sua visão para ver os desenhos no gesso, identifica borboletas e flores, parece um jardim. Encantado, se levanta para tentar ver melhor. Enxerga, inclusive, um coração. Que legal! Em meio à dor de um braço quebrado, alguém consegue trazer beleza para quem está por perto.
Ele começa a andar em direção à moça. Queria conversar com ela, elogiar o feito. No entanto, quanto mais se aproximava, menos bonito ficava o gesso. Depois de uns passos, começou a ver que o gesso estava rachando, que todos os desenhos perdiam sua forma. Voltou para seu lugar e viu tudo lindo de novo. Ficou sem entender. Levantou-se novamente e foi caminhando em direção à moça. Não quis mais elogiar. Pensou em perguntar o que houve com o gesso. Quanto mais perto dela, mais rachado parecia o gesso, mais feios ficavam os desenhos nele.
Quando estava de frente para ela, não conseguia mais identificar desenho algum. Só umas cores disformes. Olhou para a moça, que olhava para o nada. Uma lágrima escorreu pelo rosto dela, um nó se formou na garganta dele. Sem conseguir falar nada que a pudesse ajudar, foi embora. No caminho para casa, a pé, já que perdera o ônibus devido a sua curiosidade, ficou pensando em como são as pessoas. Como de longe alguém pode parecer tão alegre! Só quando nos aproximamos, conseguimos enxergar realmente o sofrimento alheio.

05/06/2018

sábado, 21 de abril de 2018

A vida é dura


A vida é dura
(Paula Campos)
Ela vê o adversário desprevenido
Calça sua luvas gordas e vermelhas
Por trás mesmo, porque é desleal
Ela desfere o golpe

O adversário cai,
Fica desacordado por uns instantes
Curtos, porém dolorosos
Abre os olhos

O adversário se levanta
Zonzo, sangrando
E é golpeado novamente
Como disse, ela é desleal

A pancada é forte
E ele fica desacordado por uns instantes
Longos. Dolorosos. Inacreditáveis.
E não abre os olhos desta vez.

O tempo passa
Ele parece estar em coma
Quando finalmente abre os olhos,
Não enxerga saída. Nada.

Enquanto isso, ela se dá por vitoriosa
Baixa a retaguarda
Sabe de sua força
E se mostra, se vangloria

O adversário volta a ver
Se ergue
Nota a distração da outra
E vai.

Dá um grito
Para chamar a atenção
Pois ele não é desleal como ela
E dá-lhe um soco no estômago

Mas ela não é mole
Trôpega, só que atenta
Dá uma rasteira em seu adversário
Que, de novo, cai

Ele bate a cabeça no chão
Mas mesmo desacreditado pelos que assistem,
Ele levanta, respira fundo
Analisa a situação

Dá a volta pelo lado
Achando que, assim
Daria a volta por cima
Mas leva um soco na cara

Ela é implacável
Mostra a ele que não tem saída
Que as coisas vão ser do jeito dela
E que, a cada vez que ele teimar em se levantar,
Ela o fará cair novamente

Ele é teimoso
Mostra que não desiste fácil
Que sente que as coisas vão entrar nos eixos
E que, a cada vez que for derrubado,
Levantará mais forte e determinado.

Os espectadores estão divididos
Muitos torcem para o adversário ser trucidado
Sem dó
Muitos querem que ele desista e se poupe
Outros tantos, mesmo sabendo que o adversário será derrotado,
Desejam que ele lute.

Ninguém acredita nele
Todos sabem que ela é cruel
Ninguém acredita nele
Apenas ele acha ser forte o suficiente para vencer
Será que crer basta?
21/04/2018

quinta-feira, 1 de março de 2018

Apostila

Seguem abaixo os links para a apostila de Língua Portuguesa para este ano de 2018.
Abraços.


Capa

Apostila

domingo, 28 de janeiro de 2018

Máquina do tempo

Máquina do tempo

(Paula Campos)

Terminei de assistir a uma série alemã chamada Dark, na qual quatro famílias buscam respostas para os mistérios que envolvem o desaparecimento de um menino. Um enredo que mexe com três gerações e que envolve o fantástico tema “viagem no tempo”.
Impossível ser atiçado para isso e não ficar pensando em como seria se realmente pudéssemos viajar no tempo. O que você faria? Teria coragem de voltar no tempo e mudar alguma coisa que aconteceu, mesmo sabendo dos riscos?
Com certeza, eu gostaria. Mudaria coisas simples, como dar o abraço, que eu nunca dei, no Rex. E, obviamente, gostaria de fazer coisas mais complexas. Eu mudaria algumas atitudes minhas que sei que trouxeram consequências bem negativas para a minha vida. Seria mais paciente, mais tolerante; teria me calado inúmeras vezes, possibilitando situações mais agradáveis; mas, principalmente, não teria ficado calada quando eu mais precisei falar. Arrependo-me de coisas que fiz e de coisas que não fiz. Quem não? E, se pudesse voltar atrás, com certeza o faria.
Porém, essa não é a única possível viagem no tempo. Frequentemente, falo “ah, se eu pudesse voltar no tempo, eu queria fazer tal coisa para ter aquela sensação de novo!”. E você? Também pensa assim?
Eu gostaria de voltar a alguns momentos da minha vida. Voltar a algum dia da minha infância, ficar pedalando com meu irmão e meu vizinho e fugir até a padaria, sentindo aquela adrenalina de fazer algo escondido (assim como pegar um chocolate da lanchonete do meu pai sem que ele visse); conversar de novo com o crush da época; aproveitar de novo a companhia de cada pessoa que já não está mais por perto... Gostaria de voltar ao dia em que cheguei a NY e ter de novo aquela sensação de “eu consegui” (sem deixar de tomar um Vanilla Shake); respirar de novo o ar de São Francisco e pensar “ realizando meu sonho”, olhar para a Golden Gate e me decepcionar por achar que ela seria mais atraente, mas, mesmo assim, atravessá-la de novo (porque lá de cima ela é fantástica!); sentir a emoção de ver o mar e a neve pela primeira vez; sentir o frio na barriga de entrar em um avião; sentir aquele perfume de novo... Não ficaria presa no passado. Faria isso pelo simples prazer de sentir tudo de novo e voltaria ao presente.
Infelizmente, não há borracha que apague as consequências de ações que fizemos ou deixamos de fazer. Tampouco há um controle remoto que nos permita apertar umas teclas e selecionar cenas da nossa vida. Mas, se eu pudesse escolher uma, só uma!, eu voltaria àquele primeiro beijo, a melhor sensação!, e ficaria apertando rewind sempre que desse saudade.
E você? O que você faria?


28/01/2018

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Porquês

Para vocês que sempre me perguntam sobre as diferenças entre (por que, porque, por quê, porquê)...

Usos do porquê

Há quatro maneiras de se escrever o porquê: porquê, porque, por que e por quê. Vejamo-las:

Porquê
É um substantivo, por isso somente poderá ser utilizado, quando for precedido de artigo (o, os), pronome adjetivo (meu(s), este(s), esse(s), aquele(s), quantos(s)...) ou numeral (um, dois, três, quatro)
Ex.
• Ninguém entende o porquê de tanta confusão.
• Este porquê é um substantivo.
• Quantos porquês existem na Língua Portuguesa?
• Existem quatro porquês.

Por quê
Sempre que a palavra que estiver em final de frase, deverá receber acento, não importando qual seja o elemento que surja antes dela.
Ex.
• Ela não me ligou e nem disse por quê.
• Você está rindo de quê?
• Você veio aqui para quê?

Por que
Usa-se por que, quando houver a junção da preposição por com o pronome interrogativo que ou com o pronome relativo que. Para facilitar, dizemos que se pode substituí- lo por por qual razão, pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais, por qual.
Ex.
• Por que não me disse a verdade? = por qual razão
• Gostaria de saber por que não me disse a verdade. = por qual razão
• As causas por que discuti com ele são particulares. = pelas quais
• Ester é a mulher por que vivo. = pela qual

Porque
É uma conjunção subordinativa causal ou conjunção subordinativa final ou conjunção coordenativa explicativa, portanto estará ligando duas orações, indicando causa, explicação ou finalidade. Para facilitar, dizemos que se pode substituí-lo por já que, pois ou a fim de que.
Ex.
• Não saí de casa, porque estava doente. = já que
• É uma conjunção, porque liga duas orações. = pois
• Estudem, porque aprendam. = a fim de que

Crase

Peguei este material em um site e estou repassando. Espero que ajude vocês.



Crase

É a fusão de duas vogais da mesma natureza. No português assinalamos a crase com o acento grave (`). Observe:
 Obedecemos ao regulamento.
                  ( a + o )
Não há crase, pois o encontro ocorreu entre duas vogais diferentes. Mas:
 Obedecemos à norma.
                ( a + a )
Há crase pois temos a união de duas vogais iguais ( a + a = à )

Regra Geral:
Haverá crase sempre que:
I.                   o termo antecedente exija a preposição a;
II.                 o termo consequente aceite o artigo a.

Fui à cidade.
( a + a = preposição + artigo )
( substantivo feminino )

Conheço a cidade.
( verbo transitivo direto – não exige preposição )
( artigo )
( substantivo feminino )

Vou a Brasília.
( verbo que exige preposição a )
( preposição )
( palavra que não aceita artigo )

Observação:
Para saber se uma palavra aceita ou não o artigo, basta usar o seguinte artifício:
I.                   se pudermos empregar a combinação da antes da palavra, é sinal de que ela aceita o artigo
II.                se pudermos empregar apenas a preposição de, é sinal de que não aceita.

Ex:      Vim da Bahia. (aceita)
         Vim de Brasília (não aceita)
         Vim da Itália. (aceita)
         Vim de Roma. (não aceita)

Nunca ocorre crase:

1) Antes de masculino.
Caminhava a passo lento.
           (preposição)

2) Antes de verbo.
Estou disposto a falar.
                  (preposição)

3) Antes de pronomes em geral.
Eu me referi a esta menina.
(preposição e pronome demonstrativo)

Eu falei a ela.
(preposição e pronome pessoal)

4) Antes de pronomes de tratamento.
Dirijo-me a Vossa Senhoria.
(preposição)

Observações:
 1. Há três pronomes de tratamento que aceitam o artigo e, obviamente, a crase: senhora, senhorita e dona.
Dirijo-me à senhora.

2. Haverá crase antes dos pronomes que aceitarem o artigo, tais como: mesma, própria...
Eu me referi à mesma pessoa.

5) Com as expressões formadas de palavras repetidas.
Venceu de ponta a ponta.
                    (preposição)

Observação:
É fácil demonstrar que entre expressões desse tipo ocorre apenas a preposição:
Caminhavam passo a passo.
                        (preposição)

No caso, se ocorresse o artigo, deveria ser o artigo o e teríamos o seguinte: Caminhavam passo ao passo – o que não ocorre.

6) Antes dos nomes de cidade.
Cheguei a Curitiba.
      (preposição)

Observação:
Se o nome da cidade vier determinado por algum adjunto adnominal, ocorrerá a crase.
Cheguei à Curitiba dos pinheirais.
                          (adjunto adnominal)

7) Quando um a (sem o s de plural) vem antes de um nome plural.
Falei a pessoas estranhas.
 (preposição)

Observação:
Se o mesmo a vier seguido de s haverá crase.
Falei às pessoas estranhas.
(a + as = preposição + artigo)

Sempre ocorre crase:

1) Na indicação pontual do número de horas.
Às duas horas chegamos.
(a + as)

Para comprovar que, nesse caso, ocorre preposição + artigo, basta confrontar com uma expressão masculina correlata.
Ao meio-dia chegamos.
(a + o)

2) Com a expressão à moda de e à maneira de.
A crase ocorrerá obrigatoriamente mesmo que parte da expressão (moda de) venha implícita.
Escreve à (moda de) Alencar.

3) Nas expressões adverbiais femininas.
Expressões adverbiais femininas são aquelas que se referem a verbos, exprimindo circunstâncias de tempo, de lugar, de modo...
Chegaram à noite.
(expressão adverbial feminina de tempo)

Caminhava às pressas.
(expressão adverbial feminina de modo)

Ando à procura de meus livros.
(expressão adverbial feminina de fim)

Observações:
No caso das expressões adverbiais femininas, muitas vezes empregamos o acento indicatório de crase (`), sem que tenha havido a fusão de dois as. É que a tradição e o uso do idioma se impuseram de tal sorte que, ainda quando não haja razão suficiente, empregamos o acento de crase em tais ocasiões.

4) Uso facultativo da crase
Antes de nomes próprios de pessoas femininos e antes de pronomes possessivos femininos, pode ou não ocorrer a crase.
Ex:      Falei à Maria.
      (preposição + artigo)

         Falei à sua classe.
      (preposição + artigo)

         Falei a Maria.
      (preposição sem artigo)

         Falei a sua classe.
      (preposição sem artigo)

Note que os nomes próprios de pessoa femininos e os pronomes possessivos femininos aceitam ou não o artigo antes de si. Por isso mesmo é que pode ocorrer a crase ou não.

Casos especiais:

1) Crase antes de casa.
A palavra casa, no sentido de lar, residência própria da pessoa, se não vier determinada por um adjunto adnominal não aceita o artigo, portanto não ocorre a crase.
Por outro lado, se vier determinada por um adjunto adnominal, aceita o artigo e ocorre a crase. Ex:
Volte a casa cedo.
(preposição sem artigo)

Volte à casa dos seus pais.
(preposição sem artigo)
(adjunto adnominal)

2) Crase antes de terra.
A palavra terra, no sentido de chão firme, tomada em oposição a mar ou ar, se não vier determinada, não aceita o artigo e não ocorre a crase. Ex:
Já chegaram a terra.
(preposição sem artigo)

Se, entretanto, vier determinada, aceita o artigo e ocorre a crase. Ex:
Já chegaram à terra dos antepassados.
(preposição + artigo)
(adjunto adnominal)

3) Crase antes dos pronomes relativos.
Antes dos pronomes relativos quem e cujo não ocorre crase. Ex:
Achei a pessoa a quem procuravas.
Compreendo a situação a cuja gravidade você se referiu.

Antes dos relativos qual ou quais ocorrerá crase se o masculino correspondente for ao qual, aos quais. Ex:
Esta é a festa à qual me referi.
Este é o filme ao qual me referi.
Estas são as festas às quais me referi.
Estes são os filmes aos quais me referi.

4) Crase com os pronomes demonstrativos aquele (s), aquela (s), aquilo.
Sempre que o termo antecedente exigir a preposição a e vier seguido dos pronomes demonstrativos: aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo, haverá crase. Ex:
Falei àquele amigo.
Dirijo-me àquela cidade.
Aspiro a isto e àquilo.
Fez referência àquelas situações.

5) Crase depois da preposição até.
Se a preposição até vier seguida de um nome feminino, poderá ou não ocorrer a crase. Isto porque essa preposição pode ser empregada sozinha (até) ou em locução com a preposição a (até a). Ex:
Chegou até à muralha.
(locução prepositiva = até a)
(artigo = a)

Chegou até a muralha.
(preposição sozinha = até)
(artigo = a)

6) Crase antes do que.
Em geral, não ocorre crase antes do que. Ex: Esta é a cena a que me referi.
Pode, entretanto, ocorrer antes do que uma crase da preposição a com o pronome demonstrativo a (equivalente a aquela).
Para empregar corretamente a crase antes do que convém pautar-se pelo seguinte artifício:
I.                   se, com antecedente masculino, ocorrer ao que / aos que, com o feminino ocorrerá crase;
Ex:      Houve um palpite anterior ao que você deu.
                                      ( a + o )
         Houve uma sugestão anterior à que você deu.
                                      ( a + a )

II.                 se, com antecedente masculino, ocorrer a que, no feminino não ocorrerá crase.
Ex:      Não gostei do filme a que você se referia.
              (ocorreu a que, não tem artigo)
         Não gostei da peça a que você se referia.
               (ocorreu a que, não tem artigo)

Observação:
O mesmo fenômeno de crase (preposição a + pronome demonstrativo a) que ocorre antes do que, pode ocorrer antes do de. Ex:
Meu palpite é igual ao de todos.
(a + o = preposição + pronome demonstrativo)

Minha opinião é igual à de todos.
(a + a = preposição + pronome demonstrativo)

7) há / a
Nas expressões indicativas de tempo, é preciso não confundir a grafia do a (preposição) com a grafia do há (verbo haver).
Para evitar enganos, basta lembrar que, nas referidas expressões:
a (preposição) indica tempo futuro (a ser transcorrido);
há (verbo haver) indica tempo passado (já transcorrido). Ex:
Daqui a pouco terminaremos a aula.
Há pouco recebi o seu recado.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Parabéns, Sampa!












Anos atrás, eu decidi fazer um Diário de Bordo de todas as minhas viagens. Consegui, mais ou menos, em algumas. Fui passar a virada do ano em São Paulo e fui determinada a escrever todos os dias. No entanto, notei que, quando a viagem e a companhia são melhores que notebook, todo o resto perde importância. Estou bem atrasada em escrever sobre São Paulo, porém, aproveito a data de aniversário da cidade para prestar minha homenagem.

Para começar, devo dizer que a escolha de São Paulo se deveu ao fato de eu me sentir deslocada do mundo por não conhecer a cidade, a maior do Brasil, da América Latina. Como meu plano é, sempre que possível, não passar viradas de ano em Barbacena, decidi o destino, chequei se cabia no meu orçamento e pronto. Fui pensando que nem iria gostar da cidade, mas que deveria ter essa história para contar.

No dia 30 de dezembro de 2016, embarcamos no Galeão rumo a Congonhas. Chegando lá, fizemos hora no aeroporto por causa do horário do check-in do hotel e, então, tivemos nossa primeira surpresa: na pizzaria, o recado dizendo que era proibido engraxar os sapatos nas mesas do restaurante. Rimos tanto disso! Um aviso tão incomum para nós do interior de Minas que resolvemos até fazer uma lista do que fazer em São Paulo, obviamente eliminando "engraxar os sapatos nas mesas do restaurante", primeiro item da mesma. Assim surgiu Sampa's To Do List, um mix de planos e brincadeiras que teve mais repercussão do que imaginávamos.

No início da tarde, entramos no hotel e, depois de desfazermos as malas, fomos conhecer o bairro. Ficamos em Moema, quase Indianápolis, e dormíamos e acordávamos com o barulho de aviões pousando e decolando. Tiramos o dia para conhecer a região e, à noite, fomos ao restaurante mexicano Si Señor!. Maravilhoso. Quando forem, não se esqueçam de checar a promoção em que você pede um cupom e ganha, na próxima vez, o mesmo prato que consumiu. Foi o que fizemos e, antes de voltarmos para Barbacena, fomos lá comer nosso Spinach & Cheese de graça.

Na manhã seguinte, era dia de São Silvestre, a corrida de rua mais famosa do país. Não perdi a chance de ir correr na São Silvestre. Vejam bem, aluninhos! Correm NA São Silvestre; não A São Silvestre. :) Portanto, fui lá correr no meio da galera só para bater uma foto e riscar esse item da lista. Não completei a corrida. No mesmo dia, tentei conhecer o Ibirapuera, mas ele fechou cedo por causa do réveillon.
Por falar em réveillon, fomos para a Paulista. Talvez tenha sido o ano de pior programação, mas, de novo, eu tinha de ir só para poder contar a história. Resumo: se você gosta de um amontoado de gente e de bagunça, você vai gostar. Se não gosta, assim como eu, não vale a pena. Ainda por cima, colocaram o palco do lado oposto aos fogos e não conseguimos ver o que, para mim, seria a parte boa da noite. Não vi os fogos e até hoje me pego pensando se o ano realmente virou. :/

Bem, não vou detalhar todos os dias aqui. 2017 vai começar com itens:

  • Transporte
Perdemos um pouco de grana até comprarmos o Bilhete Único e sermos felizes. Com ele, você tem desconto nas tarifas quando, num mesmo "trajeto", pega ônibus e metrô e, melhor ainda, pode pegar, se não me engano, quatro ônibus pagando apenas uma tarifa (R$3,80), desde que dentro de duas horas. O transporte público me pareceu funcionar muito bem e rapidamente e o metrô é muito fácil de usar. Ponto positivo para Sampa!

  • Cultura
Museus são importantes para qualquer pessoa. Eu gosto muito de conhecê-los e lamento muito, como professora, o fato de o Museu da Língua Portuguesa estar sendo reformado. Fica para uma próxima. Fui ao MASP, obviamente. Dica: visite-o numa terça (toda terça a entrada é gratuita). Achei muito legal. As exposições são trocadas de tempos em tempos, mas tinha uma de quadros que estava no subsolo que foi minha favorita. Só pinturas da cidade de São Paulo. Muito legais! Fui também à Pinacoteca, do ladinho da Estação da Luz. Enooooooorme! Andei até minhas pernas ficarem doces. Duvido que tenha conseguido visitar tudo, mas gostei bem do que vi. Não conheci mais lugares por falta de tempo e planejamento, mas fico feliz pelo que consegui visitar.

  • Gastronomia
Onde comi e recomendo: 
Si Señor! (Já falei sobre ele).

Pizzaria Margherita, porque a gente tinha de comer uma pizza paulistana. A margherita é uma delícia e tem uma de damasco e, acho que nozes, que é ótima também.

Como somos vegetarianas, ficamos tentando experimentar os restaurantes próprios. Fomos ao Maoz, que é uma rede fast food mundial, que já conhecíamos de outra viagem.

Fomos a uma hamburgueria com várias opções vegetarianas e veganas, a Castro Burger, que tem esse nome em homenagem ao bairro de Castro, de São Francisco, na Califórnia, conhecido como o bairro gay da cidade e, portanto, o atendimento da hamburgueria é muito voltado ao público LGBT, demonstrando seu orgulho e respeito. A comida e as bebidas são deliciosas, o atendimento é respeitoso e educado (como em todos os lugares que frequentei lá) e a decoração é toda focada em São Francisco. Nem precisa falar que eu amei, né?

Almoçamos no Cachoeira Tropical, outro restaurante com várias opções vegetarianas e veganas, inclusive nas sobremesas. Preço fixo por pessoa, porém bem razoável para quem não come muito.

Mas nossa maior surpresa e melhor almoço foi no restaurante O Vegetariano Gourmet. Totalmente vegetariano. Self-service com preço ótimo e muuuuuitas opções. Ficamos perdidas, rimos feito bobas, nossos olhos brilharam. Não é muito fácil comer bem fora de casa se você não come carne, mas lá é. Coloquei tanta coisa no meu prato, tanta variedade! e ainda faltou coisa. Gente!!! O restaurante é muito bom. O melhor almoço do ano até agora e duvido que isso mude tão cedo!!

Ah, experimentem também o Bar da Dona Onça! Lugar lindo de sobremesas que nos deixam felizes.











  • Segurança
Tirando o fato de o centro da cidade ser a parte mais perigosa, onde você não deve bobear com seus pertences (dizem que se você mantiver suas coisas firmes com você, dentro da bolsa e tal, não há problemas... as pessoas não chegam puxando sua mochila ou com uma arma na sua cara), a cidade se mostrou incrivelmente segura. Não nos sentimos ameaças em momento algum. Tão diferente do Rio! Eu simplesmente amei andar em São Paulo. Ponto positivo pra Sampa.

  • Mirantes
Há várias indicações de mirante da cidade, mas, como sempre, vários lugares estavam em reforma e eu não conheci todos que quis. Mesmo assim, fui ao vão livre do MASP, ao edifício Copan (que estava em reforma, o que não nos impediu de fazer a visita) e fomos ao shopping Cidade Jardim. Pensei em ir ao shopping, porque queria fazer umas compras e aproveitar para ver a vista da Ponte Estaiada, da Marginal Pinheiros e tal... Vi a vista. Linda. De metrópole mesmo... Me lembrou até Nova Iorque. Vista bem diferente do resto da cidade, onde os prédios são mais antigos e não são tão altos. Só que as compras.... Hahahaha! Só quando eu for podre de rica! Só tinha loja a la Louis Vuitton, Ralph Lauren e outras cujos nomes nem sei... kkk... Me senti super pobre, mas a vista valeu a pena! :)

  • Lazer  
Ibirapuera!
Estou apaixonada por esse parque. Caminhei, pedalei, respirei saúde e natureza. Gostaria de tê-lo todos os dias! Vale muito a pena instalar o aplicativo Bike Sampa e pegar de graça (na primeira hora) aquelas bicicleta do Itaú. Gente! Sério! Muito bom.


Parque da Independência!! O Museu Paulista (ou do Ipiranga) estava fechado para reforma (óóóóóó), mas o parque é lindo. Acho que o lugar mais bonito que vi por lá. Com direito a monumento, jardins e árvores, e o riacho do Ipiranga (tão histórico!! mas ô, trequinho feio, sô!), o lugar é de babar. Eu, particularmente, fiquei empolgada, apaixonada mesmo. Ô, saudade!

  • Pessoas 
Por fim, as pessoas. Gente de São Paulo, eu amei vocês! Pessoas gentis, educadas, respeitosas e, o melhor, além disso tudo, nem um pouco invasivas. Deus sabe como eu detesto pessoas invasivas, que falam "oi" e já te adicionam no Facebook, WhatsApp, se convidam para morar com você e não param de ligar, mandar mensagens e tal. "Some, diabo!". Tem gente, muita gente, estados inteiros precisando de aulas com os paulistanos.




A Avenida Paulista é menor e menos agitada do que eu esperava, um retrato de São Paulo para mim: uma cidade menos agitada do que eu pensava que seria, que flui mais do que se vê na tevê e que é cheia de oportunidades de cultura, lazer, gastronomia... Ah, tudo de bom! Amei!! Quero voltar! Valeu muito arriscar conhecer São Paulo. Sampa foi só surpresas positivas para mim.
Não entendo como existe rixa de outras cidades com São Paulo. Essa cidade só não tem beleza natural... Em todo o resto, ela dá um banho! #teamsampa

Parabéns, São Paulo. E feliz aniversário!
💓








segunda-feira, 28 de novembro de 2016

De volta pra mim

(Paula Campos)

Cinco anos se passaram desde que fiz minha primeira viagem internacional. Há quem diga que minha memória é excelente e que eu não preciso de ninguém/nada para fazer me lembrar das coisas. Mesmo assim, na última semana fui bombardeada por lembranças do Facebook. Realmente, não foram elas que me lembraram da viagem, mas me ajudaram a torná-la mais viva, com fotos e vídeos.
Desta vez, houve ainda uma coincidência de calendário: o dia 20 de novembro de 2011 foi num domingo, assim como o de 2016. "Há cinco anos, nesta hora, eu estava fazendo tal coisa", sou dessas. Vivi cada dia dessa última semana querendo estar de volta a Nova Iorque. Pretendo conhecer outros lugares nas minhas próximas viagens (que sei lá quando acontecerão.... Xô, crise!), mas essas lembranças me fizeram querer estar lá. Coisas como ligar para minha mãe, no dia do seu aniversário, num intervalo da visita ao Museu de História Natural, depois de ter estado na Saint Patrick's Cathedral e no Top of the Rock, vieram à tona como se tivessem acontecido há dois dias. Tenho o diário de bordo dessa viagem, mas, se não o tivesse escrito na época, escreveria hoje sem muitos problemas.
No ano passado, realizei meu sonho e conheci São Francisco, na Califórnia. Meu sonho! Foi super especial, mas, mesmo assim, não saberia escrever um diário de bordo detalhado hoje (e não escrevi na época 😏). Nova Iorque é um marco na minha história. Foi lá que criei coragem para fazer coisas que, numa cabeça cheia de paranoias como a minha na época, eram inimagináveis. Eu viajei para o exterior. Eu!, filha de um zelador e uma dona de casa, nascida em família humilde, professora! Eu andei sozinha até o Central Park pensando "Se eu passar mal... Não, não vou passar mal... Ando até a próxima esquina... Agora, até aquele carro ali." E assim fui andando, batendo fotos, voltei para o hotel conversando com um taxista do Sri Lanka (!).
Vim embora no dia 28 de novembro, numa segunda-feira, há exatos cinco anos; e na bagagem trouxe, além de pessoas que se fizeram importantes e uma vontade enorme de ser ryyyca 😎, eu mesma. Eu estava bem!
Que me desculpe a Califórnia, mas NY me trouxe de volta à vida.

28/11/2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Figuras de linguagem

Figuras de linguagem são um importante mecanismo da língua e, por isso, o ENEM não desgruda delas. O site a seguir tem explicações e exemplos das mesmas. #ficaadica

Figuras de linguagem

Guia de Redação - ENEM 2016

Guia de Redação para o ENEM 2016

Fique por dentro do que o ENEM vai cobrar em sua redação.

Clique aqui e faça o download.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A crise do esperar muito


A crise do esperar muito

(Paula Campos)

Quem me conhece sabe que eu detesto esperar. Na verdade, pouca gente sabe. Acho que quase ninguém realmente me conhece. Esperar por alguém é um teste enorme para minha paciência. Horário é horário, brasileiros! Não digo que me sinto britânica porque nem me considero pontual: eu chego antes! Não sei se o atraso é característica intrínseca de quase todos os brasileiros, mas, com certeza, dos meus amigos é. Quando eu era mais nova, havia combinado de caminhar com um dos meus melhores amigos. Esperava... Esperava... Esperava! Se bobear, por quase uma hora! Gente! Se fosse uma pessoa sem importância pra mim, já era. Ainda bem que era (e é) importante. E quando vou pegar carona com alguém? Mais um teste! Mas eu que quero carona, né... Só que quando sou eu que vou dar carona e a pessoa atrasa... Ah!!! Argh!!! Gente, você pediu carona, a pessoa falou o horário... Chegue na hora! Que coisa! Odeio atrasos! Porém, não é sobre isso que quero falar. Isso nem é uma crise.
Este texto é inspirado no livro “Tá todo mundo mal”, da Jout Jout. Compartilho de várias crises que ela relata e ainda nem terminei o livro para saber se ela compartilha desta minha (dei uma pausa para ler uma crise dela – fui interrompida por um chato – impaciência: mais uma crise minha! Deu pra notar? – e ela falava sobre expectativas... Tchãnã!!). Venho tendo crise de expectativa, a famosa crise do esperar muito de alguém, de uma situação, de uma instituição. Quem me conhece sabe que eu crio expectativas e que, obviamente, quando não são correspondidas, despertam em mim as mais diversas sensações, desde tristeza até irritação extrema (olha a impaciência aí), ou seja, nada bom.
Eu tenho consciência de que esperar demais é culpa minha (mesmo se não tivesse, sempre jogam isso na minha cara). Eu só acho que não custa nada a pessoa corresponder, de vez em quando, às minhas expectativas. Mas ainda não é exatamente sobre isso que quero falar.
Eu sou professora e gosto do que eu faço. Por isso, eu sonhava em mudar a Educação – porque o mundo, seria demais. Algumas mudanças eu consegui no início: despertei a atenção de muitos alunos para as possibilidades, para o mundo, para a vida! Fui feliz por muito tempo! Só que alguma coisa, em algum momento, mudou e, embora eu continue gostando da sala de aula, não sou mais feliz. Me peguei pensando outro dia (na verdade, em vários dias) em qual seria o problema. E cheguei a uma conclusão: são tantos! Os problemas da Educação começam no topo e vão até as casas, seguindo o esquema:

GOVERNOS -  ESCOLAS  (DIREÇÃO -  SUPERVISÃO/ORIENTAÇÃO - PROFESSORES 
DESMOTIVADOS - ALUNOS DESINTERESSADOS) - FAMÍLIA AUSENTE

Na minha realidade, além de governos cheios de propagandas enganosas e secretarias lotadas de pessoas que não conhecem a realidade de uma escola, o que mais me incomoda é o desinteresse dos alunos, que, muitas vezes, não têm uma perspectiva de futuro e veem a escola apenas como obrigação (está aí outro grande problema: “Educação para todos” – escola deveria ser direito apenas, não dever); e a ausência de cobrança e participação por parte dos pais também influencia no meu desânimo. A falta de perspectiva dos alunos de Ensino Médio é alta, já que muitos são imediatistas e querem ganhar dinheiro rápido, trabalhando no comércio, ou mesmo fazendo, concomitantemente, cursos técnicos para terem rapidamente uma profissão. Ambos os caminhos atrapalham sua trajetória escolar.
O que dizer, então, do Ensino Fundamental? A falta de perspectiva é ainda maior! Os alunos entendem, em sua maioria, que a ida à escola é pura obrigação e a indisciplina rola solta. Estudos dizem que em 80% do tempo, os professores têm de cuidar da questão disciplinar, sobrando apenas 20% para o conteúdo. Como ser feliz assim? Eu não consigo.
Fazendo toda essa análise, uma lâmpada se acendeu na minha mente. O problema continua sendo eu, na verdade. Eu espero demais dos alunos e de seus pais, eu espero mais dos responsáveis pela Educação. Mais um exemplo da crise do esperar muito.
Será que realmente eu que sou errada por esperar que as coisas devessem, ou não, ser assim? Será que o mundo está errado, mas eu estou ainda mais por esperar que ele mude? Ou será que está tudo errado, todo mundo acha errado, mas poucos falam?
É... preciso de terapia.

06 e 07/07/2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Projeto "Escrita Olímpica"

Aos alunos do 3.1, 3.2 e 3.3 da E. E Henrique Diniz.

Seguindo dois projetos desenvolvidos na escola, o trabalho da disciplina terá o tema Jogos Olímpicos e consistirá no seguinte:

Cada turma se dividirá em grupos (como achar melhor);
Cada grupo será responsável por uma das ações abaixo:
. Entrevista - de acordo com o estudado em sala, monte uma entrevista criativa, interessante, chamativa. O entrevistado é de livre escolha do grupo. Textos e fotos.
. Anúncio publicitário - E se os jogos fossem em Barbacena? Construa um anúncio publicitário chamativo e a planta de um dos possíveis locais de realização dos mesmos (incluindo detalhes, como endereço, nome, capacidade).
. Artigo de opinião - Tema: Por que o Rio de Janeiro? Prós e contras. (Possíveis enfoques: turismo, segurança, infraestrutura). Mínimo: 20 linhas.
. Resenhas - Escolher duas reportagens sobre atletas paralímpicos. Fazer uma resenha para cada, de, no mínimo, 20 linhas. É obrigatório anexar as reportagens (impressas ou virtuais - com o link completo).

Data de entrega: 30 de junho de 2016
Valor: A definir

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Say no more

Say no more

(Paula Campos)

Era uma vez, uma garota tímida que sobre nada falava, com medo da reação das pessoas.
Na escola, demorou a interagir com os colegas em sala e só teve coragem de fazer alguma pergunta ao professor quando já se encontrava na faculdade.
Apaixonava-se por alguns colegas e o amor era sempre platônico.
Quando deixou de ser, o namoro começou com conversas pela internet.
Tão mais fácil escrever!
E começou a escrever! Não em diários cheios de códigos, porque criatividade nunca foi seu forte também.
Começou a escrever textos e postar na internet, como forma de desabafo. Melhor vomitar palavras de ira sem que as pessoas vejam sua expressão facial; melhor tecer opiniões sem ver caras de discordância.
Relacionamentos dos mais diversos vieram e, por muito tempo, ela se manteve assim. 
Começou a se soltar aos poucos. Mas continuava com tanto respeito a si e aos demais que as opiniões eram sempre muito ponderadas.
Isso é o que ela achava. As pessoas, na verdade, não gostam de opiniões alheias, principalmente quando contrárias.
Voltou a ser muda. Só se ouvia sua voz em risada e opiniões a favor das pessoas com quem, quando corajosa, conversava.  Não que quisesse agradar. Quando a opinião era contrária, ela guardava pra si. Ou escrevia.
Triste, não é? Mas vivendo assim, ela evitava problemas. 
Só que guardava remorsos, engolia raivas e injustiças. Tentava manter a paz no ambiente e foi perdendo a sua própria.
Relacionamentos se perderam. Na cabeça dela, isso se deu porque não conseguia se expressar.
Foi incentivada a falar. “Falar faz um bem danado!”, diziam.
E começou, finalmente, a se soltar de verdade. A falar, brincar, rir, ter opiniões contrárias e, mesmo assim, respeitadas. Finalmente!
Assim, sentiu-se criando laços, relações talvez mais verdadeiras.
“Bullshit”! O tempo passou... As mesmas pessoas que compartilhavam suas ideias e aceitavam suas opiniões não querem mais ouvi-la.
Quando se indagou sobre o que havia feito de errado, “você falou!” ecoava em sua mente.
Desde então, voltou a só escrever.

01/04/2016

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Que caiam as máscaras!

Que caiam as máscaras!

(Paula Campos)

Ouvimos dizer que a vida é feita de escolhas. Sim. Mas temos que ter em mente que as circunstâncias que nos levam a algumas escolhas podem não ter sido escolhidas por nós. Quantas vezes nos encontramos numa enrascada, numa encruzilhada, numa “sinuca de bico”! Quantas coisas nós queríamos não precisar escolher?! Desculpem-me se falo só por mim, mas há várias situações como essas que não foram criadas por causa de nossos atos passados. Elas simplesmente aparecem e pronto: direita ou esquerda; isso ou aquilo; para cima ou para baixo...?
Não é diferente quando o assunto é amor. Está certo que cada um escolhe seu marido ou sua esposa, pois a escolha de se casar e de com quem se casar é pessoal e intransferível. Mas e o gostar, o amar? Você aí, prezado leitor, alguma vez já escolheu gostar de alguém? Eu, não. Você já teve a opção de amar ou não alguém? Eu, não. Pois gostar e amar são sentimentos e, como tais, simplesmente acontecem; sem que percebamos, estamos gostando de alguém e queremos estar perto dessa pessoa o tempo todo.  Amar não é opcional.
Então, aparece outra indagação: e a tal opção sexual? Será mesmo que um homem opta por ter atração por uma mulher, uma garota opta por amar um menino? A sociedade diz que sim ao usar o termo “opção” para designar esses encontros. Eu pergunto a você de novo: Já optou por gostar de alguém? Você já fez uma lista e foi colocando “sim” e “não” na frente dos nomes dos avaliados? “Deste eu vou gostar; deste aqui, não.”. Eu, não! Se você concorda que não escolhemos quem amamos, deve concordar, então, que opção sexual não existe.
Nos últimos anos, venho conversando com pessoas que têm uma visão bem clara (ou mesmo esclarecida) sobre esse assunto. Muitas me disseram não haver problema na existência de casais homossexuais. Algumas me disseram que pessoas gostam de pessoas, pouco importando se são homens ou mulheres. Pessoas gostam de pessoas. Essa frase fica martelando até hoje na minha cabeça e traduz verdade. Quem dera todos pensassem assim! Estaríamos numa sociedade mais respeitosa, menos violenta, menos preconceituosa.
Eu, Paula, passei minha infância me apaixonando por meninos; minha adolescência apaixonada por meninos; parte da vida adulta amando um homem. Eu, Paula, namoro uma mulher e sou apaixonada por ela. Não escolhi gostar dela. Simplesmente aconteceu. E arrisco dizer que nunca me senti tão bem no quesito sexualidade. Não me encaixo em rótulos (mais um problema da sociedade); não sou hétero, homo ou bi. Sou apenas uma mulher apaixonada por outra mulher. Hoje sou mais experiente, mais feliz, mais radiante, mais valorizada, mais feminina! Menos preconceituosa.
Por curiosidade ou esperança, certa vez fui perguntada se eu “curtia” mulher. Achei tão engraçado! Minha resposta foi “Eu ‘curto’ pessoas. Não acredito nisso de escolha entre homens e mulheres. Você alguma vez já escolheu uma pessoa para gostar? Duvido. A gente simplesmente gosta. Mais de uma pessoa do que das outras, mas está longe de ser uma escolha. Sendo assim, não posso dizer que ‘curto mulher’. Odeio várias. Muito menos homem, acho um monte deles ridículo.” Continuo com a mesma opinião. “Curto” algumas pessoas; outras, não. 
Convivo com várias pessoas preconceituosas que, enquanto trabalham, propagam aos jovens que preconceito é errado, que devemos respeitar as pessoas, porém, quando estão no horário de folga, fazem piadas, caretas e julgam todos, incluindo os próprios jovens. A sociedade é hipócrita, cria rótulos, propaga-os e faz com que acreditemos neles. Olhemos para nós mesmos e pensemos nas coisas que nos são “impostas”. Se há uma escolha que podemos fazer é a de seguir o que os outros falam ou seguir o que intimamente pensamos. 
Chega de máscaras!

10/02/2016

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A tal sobrevivência

A tal sobrevivência

(Paula Campos)

Tenho razões que desconheces
Sei de opiniões que não me foram faladas
Tenho motivos
E não gosto, assim,
De certas ações que me foram cobradas.

Tens amigos que não me conhecem
Que me julgam por suas palavras
Jogadas ao vento moderno
E que, no sopro de sua mocidade,
Pensam ser os donos da verdade.

Tens pessoas que não sabem do meu ser
Do meu ver, do meu viver
Das dificuldades dos dias de sua ausência
Do meu te querer
Do meu bem-querer
Da minha luta
Da tal sobrevivência.

20/10/2015