domingo, 27 de setembro de 2015

Nota de falecimento

Nota de falecimento

(Paula Campos)

Ela sonhou,
Pensou, planejou, amou, sofreu,
Cansou, desistiu, chorou.

Ela sonhou,
Pensou... E, quando rimou,
Desistiu de escrever.
Não queria que as estrofes fossem iguais.

25/09/2015

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Soletrando 2015

Alunos dos 2.4 e do 2.5,
segue abaixo uma lista com algumas palavras que podem cair no Soletrando.

Soletrando

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Nada

Nada

(Paula Campos)

O dia começa com o azul
Expectativa , vontade e planos
E quando ela olha, nada.

De repente o vento sopra
Um raio a desperta
E quando ela olha, só isso

E sopra novamente
Ela olha, sorriso
Só isso.
E nada.

O dia passa
A folha em branco
Nem um traço, nem uma palavra

A vontade se foi antes do rabisco
A palavra, com o vento
A expectativa ficou no banco,
O azul, no branco

Tudo virou nada
A esperança é o alento.

10/06/2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O inevitável Clube dos Simples Mortais

O inevitável Clube dos Simples Mortais

(Paula Campos)

Há pessoas que acham que tudo pode ser evitado. Talvez sejam pessoas que evitem sentimentos, que evitem convivência, que evitem sair de casa!
Sabe quando você vai à rua com um plano? Algumas pessoas nunca têm planos (e talvez vivam mais leves por causa disso), mas eu tenho. Sempre tenho! Nos últimos dias, planejei resolver várias coisas na rua. Estava tudo esquematizado: “passo em tal lugar, depois naquele outro e, no caminho entre os dois, pego aquele recibo, faço aquela radiografia...”. Planos perfeitos, com timing perfeito, mas os personagens... Pois é. Você é o personagem principal de um filme chamado Sua Vida, mas todos os principais precisam se dar bem com os coadjuvantes, contando com a ajuda, inclusive, dos figurantes. Bem, os coadjuvantes da minha história parecem ter sido colocados ali para me testar o tempo todo. Eles, em sua maioria, não me ajudam. Na verdade, dificultam praticamente todos os meus planos (principalmente aqueles que eu tinha para esses últimos dias). Resumo: mesmo com planos precisos, o insucesso de alguns é inevitável.
A mesma coisa acontece quando você divide sua casa com alguém, sejam seus pais, irmãos, cônjuge ou colega de república. Você planeja descansar e sua mãe chama a faxineira, a qual vai fazer você trocar de cômodo, pelo menos, umas duas vezes no seu dia de folga, que você usaria para se deitar na cama e ficar por lá. Ilusão! Você chega cansado da faculdade, querendo silêncio para curar a dor de cabeça, e sua colega chamou dez amigos barulhentos para ver filme na sala. A cada gargalhada, sua cabeça lateja. Você precisa do computador para fazer um trabalho, mas seu irmão pentelho não larga o jogo que ele já zerou mil vezes! Pois é. Imprevistos são inevitáveis.
Na sua infância (alegórica), você começa a gostar de um colega seu, quer se aproximar, planeja como poderia fazer isso sem parecer forçado ou estranho... Já passou por isso? Deu certo? Ou por acaso alguma outra pessoa colocou o plano dela em prática antes de você e você “dançou”? Ou no dia da execução do plano, seu alvo se mudou para outra cidade? Ou, simplesmente, sei lá!, você foi o alvo do plano de alguém? Você, quem sabe, mudou seu alvo, sem aviso prévio? Alguma coisa deu errada? Se não, parabéns! Você é especial! Se sim, seja bem-vindo ao clube do simples mortais!
Clube dos Simples Mortais seria um bom nome para o clube daquelas pessoas que não conseguem colocar todos os planos em prática, basicamente, porque alguma coisa mudou. Algum caminho se fechou, algum desvio teve de ser feito. Alguma faxineira, ou colega, ou algum irmão, ou um simples fumante (soprando sua fumaça tóxica na sua cara) ou, pior, todos eles juntos...! Alguém fez com que seus planos mudassem! Alguém... Ou alguma coisa. Sentimentos e sensações mudam. Não significa que acabem! Simplesmente mudam. Podem aumentar ou diminuir, porém, com o passar do tempo, tudo, tudo!, muda. Inclusive você mesmo, personagem principal.
Inevitavelmente.

09/04/2015

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Dia de faxina

Dia de faxina

(Paula Campos Soares)

Ontem foi dia de final de campeonato. Atlético Mineiro e Cruzeiro decidiam a Copa do Brasil e, obviamente, antes do jogo já se viam ofensas mil, principalmente nas redes sociais. E isso significa que ontem foi dia de faxina. Dia de deixar de seguir, de “varrer” aquelas pessoas que não sabem publicar nada que não seja sobre futebol (ofensas ou não, galera! Só queria dizer que existem outros assuntos.) para debaixo do tapete.
Bem, nas redes sociais, a gente bloqueia; em casa, a gente lamenta a falta de educação e de respeito dos vizinhos do nosso prédio, e das pessoas da nossa cidade, que gritam, soltam fogos e fazem buzinaço durante a madrugada. “Peraí”, vocês não trabalham, não? Sério! As pessoas normais merecem descanso e merecem o direito de não saber o resultado de um jogo de futebol.
Tudo isso é exemplo da total falta de respeito que existe por aí. Venho sendo rodeada por ela. Nas ruas, na família, no trabalho... Um exemplo é a insistência. Se você pede algo para alguém e a pessoa nega, respeite. Se você se interessa por alguém, tem o direito de dar em cima da pessoa, mas se a pessoa diz “não”, respeite. “Não” é “não”. Se você acha que seu amigo está muito sozinho (mesmo que ele não reclame disso), tem até o direito de querer arrumar alguém para ele, mas, se ele não quer, aceite o “não”. Respeite. Sou contra esse tipo de insistência. Uma vez dito o “não”, eu respeito. A pessoa tem motivo para negar, galera! Não é à toa. Mas, enquanto eu penso que “não” é “não”, a maioria das pessoas pensa “Não é, não!” e insistem.
Insistindo na insistência, insisto em reclamar de certas atitudes que vejo por aí. Praticamente nada me irrita mais que adultos (“adultos”) que teimam (para não usar o verbo insistir) em agir como crianças, rindo dos outros, gritando, cantando ofensas e irritando pessoas que estão quietas em seu canto, que podem estar assim por causa de algum sofrimento ou podem ser, simplesmente, tímidas, sérias, podem querer apenas balançar a cabeça para cima para cumprimentar ao invés de abrir um sorriso de orelha a orelha e gritar “bom dia!”. Falsidade é questão de escolha. Gostaria que essas pessoas insistissem em coisas mais úteis, como crescer, amadurecer, entender e, acima de tudo, respeitar.
Aos que querem aparecer: sugiro melancia. Pesa menos que suas ações. Aos atleticanos: que não fiquem rindo e desrespeitando o Cruzeiro, atual campeão brasileiro. Aos cruzeirenses: e daí que o título deles é inédito e vocês têm quatro (quando conquistaram o primeiro, ele era inédito para vocês. Não?)?
Dia de faxina é assim, a gente enxerga o que está entulhando e joga fora. Tenho feito isso nas redes sociais, espero ansiosamente que o ano acabe para eu fazer isso em certos grupos sociais (e reais) meus. Poder manter perto de mim, mesmo que virtualmente, o que me agrada e me faz bem. Varrer os desrespeitosos pra bem longe, torcendo para que, se um dia o vento os trouxer de volta, eles já tenham sido varridos do desrespeito.


27/11/2014