quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mercenários da educação


Mercenários da educação
(Paula Campos Soares)

Toda reação teve sua ação. Toda consequência teve sua causa. Sendo assim, todo resultado teve sua escolha. Concordam? Então se uma pessoa faz uma escolha, ela não deve reclamar da reação, consequência e resultado que ela traz.
Comumente, há pessoas reclamando da vida e uma das reclamações mais frequentes é a relativa a salário. Concordo plenamente que nós, professores, não somos valorizados como deveríamos (na verdade, nem somos valorizados), mas quem escolheu ser professor? Vamos voltar à questão da escolha: toda escolha tem seu resultado. Nossos pais sempre diziam “pense bastante nas coisas antes de fazê-las”; alguns professores deveriam ter escutado a frase “pense bem antes de escolher sua profissão”.
Muito me espanta nós, professores que somos, educadores, formadores de cidadãos, maiores exemplos de nossos alunos, termos nos tornado, em tão poucos anos, os piores exemplos para nossos alunos. Como pode um professor entrar em sala e falar que não gosta de ser professor? Esse mesmo professor vive reclamando que os alunos não o respeitam. Lógico! Eu não respeitaria! É a mesma coisa de você ir a um médico e ele falar que detesta ser médico. Eu nunca confiaria num médico desses, e você? Você professor não confia em si próprio e quer que os alunos confiem... Uma aluna minha uma vez me contou que foi recriminada por uma outra professora quando ela disse que queria fazer História: “Vai virar professora? Está louca? Faz isso não!”. Meu Deus, onde estamos? Eu ficaria toda orgulhosa de ver uma aluna querer seguir minha profissão, mesmo ela sabendo das imensas dificuldades pelas quais passamos.
Mas voltemos à questão dos salários, quer dizer, da reclamação com relação ao salário. Nunca vou concordar com o salário que recebemos. É um absurdo, sim, pessoas tão estudiosas como os professores, tão batalhadoras, serem tão mal remuneradas. Mas eu escolhi isso. Eu escolhi ser professora, ninguém escolheu por mim. Eu não sou hipócrita e ridícula a ponto de não fazer meu trabalho direito só porque não recebo direito, pois, afinal, quem não trabalha direito nunca vai merecer um salário digno. Não sou daquelas que só fazem algo extra pela escola se for ganhar dinheiro extra ou crédito. Lógico que preciso do dinheiro; vivemos num mundo capitalista, ora bolas. Mas há uma enorme diferença entre ser capitalista e se tornar um mercenário. E, infelizmente, constatei que a maioria dos professores é mercenária.
O que mais me entristece é ver que pessoas como essas, mercenárias, são chamadas de educadoras. Se os alunos seguirem esse exemplo de educador vão se transformar em políticos corruptos ou profissionais mercenários e, esses mesmos professores, estarão reclamando de seus alunos para sempre.


14/04/2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Epica - Run for a fall

Essa música é linda. A letra é maravilhosa. E ela canta de mais. Muito bonita a voz dela.
Segue a letra abaixo do clipe.



Do not use the past as an alibi
For all of your deficiencies always standing by
Face your negligence, do not fool yourself
Shortcomings will soon appear
For weakness shows itself

Blind from your success and all of the excess
Deaf from the praise you had

Don’t cry out of self pity in forcing your way through
For I will not be vulnerable to slander made by you

In a misty veil, misplaced
Where castles in the air will be no longer seen
As something out of reach
In time the dream will be erased
So many things will never be the way they seemed
And pride will have it’s fall at last

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mudanças...

Gente, fui obrigada a mudar meu site novamente. O Google Sites é muito bom, mas os gadgets de comentário dele estão muito ruins. O que eu estava usando simplesmente bloqueou a conta com a Google e eu perdi todos os comentários. Para que eu não tenha mais que passar por isso, resolvi mudar para o blogspot, que também é da Google, mas pelo menos tem o campo de comentários fixo.

Espero que gostem!

Abraços.

domingo, 11 de abril de 2010

Pato Fu: O prato do dia


Seguem a letra e o arquivo com o mp3 da música.
O Prato do Dia 
(John)
Não é tão ruim assim
Não é de todo o mau
Quando me corto sem querer
E bom para me lembrar
Que todo esse sangue
Que vejo por aí
Está por aqui também

Moço, hoje eu vou querer
A comida mais estranha (esquisita)
A que menos se pareça comigo
“Tô” me sentindo meio janta hoje
“Tô” me sentindo meio arroz com feijão...

Quem vamos ter para hoje?
Quem vai ser, quem?
Quem vamos ter para hoje?
Quem vai ser, quem, o prato do dia?

Não gosto mais de ler jornal
Pensei é melhor para mim
Fazer as contas do que vi
E nem quero me lembrar
Que todo esse sangue
Que vejo por aí
Está por aqui também.

Pato Fu


10 O Prato Do Dia.mp3

Não entendo alpinismo