terça-feira, 2 de abril de 2013

Ortografa

Com ou sem hífen? Junto ou separado? Dúvidas sobre como se escreve uma palavra? Acesse o site abaixo, digite a palavra e clique em "Ortografa!".  Pronto!


http://www.ortografa.com.br/

É sério isso?

É sério isso?
(Paula Campos Soares)

Dizem por aí que para alguém ser um bom profissional, ele deve ser sério. Com certeza, a seriedade é essencial para o bom desenvolvimento de um trabalho. Imagino que todos pensem assim. Agora, basta definir o que é seriedade. O que é ser sério?
Ser sério é ser mal humorado, fechado, rabugento ou ranzinza? Ser sério é nunca rir, nem mesmo sorrir? Muita gente acha que sim. Contudo, existe esse tipo de pessoa “séria” que não honra seus compromissos, falta ao trabalho sem explicação, tem o hábito de chegar atrasado, não desenvolve trabalho em equipe (já que tende a ser antissocial), ou seja, não desenvolve bem projeto algum (isso quando está envolvido em algum). Isso não é ser sério.
Há um preconceito relacionado a pessoas que levam a vida com bom humor e sorrindo. Se for no trabalho, então! “Olha lá a Maria querendo aparecer!”; “Lá vem o Antônio contar aquelas piadas...”; “Ah, que ‘bom dia’ nada. O que há de bom em acordar cedo?”. Pouca gente acredita que há pessoas que gostam do que fazem. Há, sim! Quando você gosta do que faz, o mau humor ataca menos, você se sente bem e, consequentemente, isso gera inveja.
Por que trabalhar com bom humor pode ser encarado como algo ruim? Por que as pessoas que fazem piada, brincam com os colegas devem ser vistas como “não sérias”? Devemos saber que há pessoas que não gostam de brincadeiras e tentar nos conter, às vezes, mas sem perder o bom humor.
Ser sério é questão de compromisso. É fazer o que deve ser feito, de preferência, bem feito. É ser frequente, disciplinado, ter um mínimo de organização e de qualidade. Faça isso, com ou sem um sorriso estampado no rosto, e você será considerado, mais cedo ou mais tarde, sério. Melhor que seja sorrindo, mas isso vai de cada personalidade, é pessoal.
Se rir fosse sinônimo de mau trabalho, não haveria palhaços ou humoristas. Então, você, que é preconceituoso, acorde, pare de reclamar do bom humor alheio e pegue um pouco dele para você. Ou, simplesmente, feche a cara e cale a boca!

02/04/2013

terça-feira, 26 de março de 2013

Verdades da Martha


Verdades da Martha
(Paula Campos Soares)

Quando você pensa que sabe tudo,
Chega à conclusão de que não sabe nada.
Acha que tem o controle nas mãos,
Mas se encontra numa roubada.
Luta sempre consigo mesmo,
Mas ela vem de dentro, bruta, cruel, do centro...
Ela grita! Exala!
Ah, a verdade...
Escondê-la ou mostrá-la?

25/03/2013

Verdades de Vygotsky


"A relação entre o pensamento e a palavra é um processo vivo: o pensamento nasce através das palavras. Uma palavra desprovida de pensamento é uma coisa morta, e um pensamento não expresso por palavras permanece uma sombra. A relação entre eles não é, no entanto, algo já formado e constante; surge ao longo do desenvolvimento e também se modifica. [...] As palavras desempenham um papel central não só no desenvolvimento do pensamento, mas também na evolução histórica da consciência como um todo. Uma palavra é um microcosmo da consciência humana."

Vygotsky

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Quem, afinal?


Quem, afinal?
(Paula Campos Soares)

                O quanto devemos a nós mesmos? Analisando friamente, devemos tudo a nós, o tempo todo. Obviamente, recebemos ajuda de pessoas queridas, mas cabe a nós dizer sim ou não. Cabe a nós correr o risco, dar a cara a tapa, ser submissos ou ter vontade própria. Estágios surgem, empregos também, oportunidades de viagens, de ter uma bicicleta, um carro, uma casa, um marido ou uma esposa, filhos.... Tudo isso surge na nossa frente, mais cedo ou mais tarde, e não há pessoa no mundo que possa decidir isso por nós. Na verdade, há: nós podemos. Só nós temos nas mãos a chance de decidir o que será da nossa vida.
Não significa que nossas escolhas serão sempre certas e nos farão felizes. Muitas delas serão erradas, afoitas, sem pensar. Essas são aquelas que trazem conseqüências que odiamos, à primeira vista, mas, depois, mostram o quanto aprendemos com elas. Muitas delas terão um “dedinho” dos pais, dos amigos, dos colegas... Mas ninguém pode decidir por nós. Pedir ajuda não só é lícito, como é necessário. Opiniões diversificadas, por mais que possam nos confundir, são importantes para que possamos analisar e escolher com a qual concordamos, isso se concordarmos com alguma. Somos livres para sermos nós, unicamente.
Eu mesma já passei por tantos períodos de indecisão (e continuo passando)! Não seria quem sou se eu não tivesse aceitado o desafio, que um amigo me propôs, de ser plantonista de um curso de Inglês, se não tivesse me arriscado fazendo um concurso público (e depois outro... e outro). E se eu não tivesse saído pra estudar com meu melhor amigo? E se eu não tivesse enfrentado meus medos em uma viagem internacional? Quem seria eu? Não sei. Ninguém sabe. Se sou o que sou, é por minha máxima culpa de ter dito “sim” a essas coisas. Obrigada a mim.
Há decisões tão difíceis de serem tomadas que chegam a nos causar náusea, dor de cabeça, um sofrimento tão grande que parece até que vamos explodir de medo! Porém, mesmo essas devem ser tomadas, já que, por piores que possam ser as conseqüências, não há angústia maior do que a da dúvida. “E se eu tivesse feito? E se eu não tivesse voltado? E se...?”. O “se” é condicional e a única condição para ele dar certo é a nossa decisão perante todas as situações.


01/02/2013